Desafios climáticos nas cidades pautam debate entre municípios, governo e mercado de seguros na Casa do Seguro – CQCS
A Casa do Seguro recebeu nesta quinta-feira (20), durante a COP30 em Belém, uma programação dedicada aos desafios climáticos que impactam diretamente as cidades brasileiras. Realizado pela CNseg e pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o encontro reforçou a importância da cooperação entre governos, setor privado e sociedade para fortalecer a resiliência urbana e ampliar a capacidade de resposta a eventos extremos, fenômenos que já fazem parte da realidade nacional.
A abertura contou com mensagem do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, que destacou a urgência de integrar municípios ao debate climático global. Para ele, é fundamental que as vozes locais estejam presentes nas decisões internacionais. “Nós estamos levando aos negociadores da COP a posição dos gestores subnacionais, para que tenham voz e vez. São eles que colocam a mão na massa, são eles que lidam diretamente com alagamentos, queimadas e desastres que afetam famílias e infraestrutura”, afirmou. O ministro reforçou ainda que a COP30 “não pode ser apenas a COP da floresta, porque a solução também passa pelas cidades, de onde partem as emissões e onde os impactos são sentidos primeiro”.
A relevância do mercado de seguros nesse processo foi destacada logo na abertura da programação. A presidente da Marsh Brasil, Paula Lopes, lembrou que o setor vive uma mudança profunda na percepção de risco. “O Brasil já passa a ser um país com uma situação catastrófica, e a questão climática precisa estar na pauta de todas as empresas”, disse. Ela ressaltou que o gerenciamento de riscos se tornou estratégico e que as seguradoras têm papel decisivo na proteção de pessoas, negócios e cidades: “O mercado de seguros tem muito a oferecer, e a Marsh vem trabalhando para que os clientes estejam cada vez mais protegidos”.
No painel dedicado à infraestrutura resiliente, a gerente de Sustentabilidade e Resiliência da CNM, Cláudia Lins, enfatizou a importância do planejamento integrado. “É fundamental somar forças entre setor público, setor privado, sociedade civil e universidades para ter diagnósticos adequados e projetar cenários”, afirmou.
Segundo Lins, a contribuição do setor segurador é essencial: “As seguradoras oportunizam rigor técnico desde o planejamento até a contratação, incorporando o risco climático no dia a dia da gestão municipal”. Cláudia avaliou que um dos principais legados da Casa do Seguro é fortalecer a capacidade dos municípios de pensar infraestrutura resiliente diante da escalada de eventos extremos.
A analista de Planejamento Territorial e Habitação da CNM, Carla França, reforçou que a integração entre entes federativos é decisiva. “Um dos temas fundamentais é a promoção da infraestrutura resiliente, e o posicionamento dos seguros na proteção das cidades e das pessoas durante eventos climáticos fortes”, destacou.
A perspectiva urbana também ganhou protagonismo com a participação da diretora-presidente do Instituto Caminhabilidade, Letícia Sabino. Para ela, é urgente recolocar as pessoas no centro do planejamento das cidades. “Planejamos nossas cidades priorizando carros, e agora pagamos a conta: ilhas de calor, atropelamentos e exclusão”, afirmou. Ela destacou a importância de levar o debate climático para o ambiente dos seguros: “As seguradoras têm um papel preventivo fundamental para que possamos ter cidades acolhedoras, sustentáveis e caminháveis”.
No painel sobre capacidade municipal e enfrentamento de desastres, o diretor-executivo de Riscos da Caixa, Jardel Luiz Karpis, reforçou o papel do sistema financeiro na transição sustentável. “A Caixa atua junto a estados e municípios e estrutura fundos que apoiam projetos de infraestrutura e saneamento”, disse. Segundo ele, o banco tem potencial de ser um indutor de transformação: “Nosso propósito é transformar a vida das pessoas, e isso inclui reduzir a vulnerabilidade a eventos climáticos”.
A urbanista Larissa Menescal, representante da Rede Brasileira de Institutos de Planejamento, destacou a importância da institucionalidade. “Equipes técnicas fortes e com visão integrada fortalecem o processo de transformação urbana”, afirmou. Para ela, a resiliência climática só será possível se as cidades planejarem soluções que alcancem desde áreas centrais até periferias vulneráveis.
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